Guardado no peito,
temendo bater forte
pra não quebrar de novo
19 de abril de 2012
27 de março de 2012
A carta que nunca entreguei
Quero
teus pés colados nos meus, feito minha boca na tua. Quero teus ossinhos
marcando meu quadril feito teus olhos marcam minha alma. Quero tuas palavras
marcando meu coração feito teu amor faz comigo. Quero mais de você, quero mais
de mim. Quero mais de nós dois. Te quero sendo comigo. Me diga, me mostre, me
olhe, me ame. Canta outra vez no meu ouvido que quer o nosso bem, que faz tudo
pelo nosso amor. Não perca o costume de me desequilibrar, muito menos de me
segurar no último instante. Contorna meus lábios com teus dedos e para bem na
ponta do meu nariz; me olha bem no fundo de mim e diz com aquele teu olhar o
que sempre me disseste.
Dia
desses, antes de dormir, percebi uma coisa. Pensei que o amor fosse meu, mas não:
é todo teu. Guarda com cuidado, num canto escondido qualquer que seja. Lembra
dele, vez ou outra. Olha.
Sente
saudade,
como
eu faço.
em 24.02.12
16 de março de 2012
Leve
Não
se esqueça de vir aqui. Venha, me pegue. Pegue o que for seu e estiver dentro
dessa casa comigo. Leve. Leve tudo. Me leve. Leve até esse coração que não para
de bater choramingando no peito. Leve as palavras outrora ditas, os beijos, os
abraços, os olhos, o carinho, o amor. Leve todo esse peso que tenho dentro de
mim, para que eu seja leve outra vez.
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| "A nostalgia de não ter você é como uma cicatriz, é como uma costura mal costurada" |
2 de março de 2012
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