26 de março de 2010

Mas tudo deu um nó




Eu
Você
Nós
Na cabeça
Na lembrança
No coração

Você vai
E leva o ‘s’
Acaba com o nós
Mas ainda resta
O nó

Que deu no meu coração



18 de março de 2010

Sobre as palavras








Palavras nada mais são do que letras jogadas num papel quando não existe sentimento dentro delas. Sem sentimentos, as palavras ficam cinza. Ficam sem graça, sem par. Sem poesia, sem verso... Ficam em vão.
As palavras só valem quando já estão transparecendo sentimentos e vão perfumando as pessoas com o cheiro de cada um deles. Só valem quando se fingem de sol e, iluminando, transformam cada lágrima transparente num pedaço de arco-íris.




As palavras valem... Mas só quando se vestem de pincel e pintam as pessoas de vida. 

11 de março de 2010

Com jeito (e amor)






Sempre disseram por aí que Deus fez a cabeça em cima do coração que era pra o sentimento não ultrapassar a razão. Mas aqui, cá entre nós, me deixa dizer uma coisa... Isso não deu certo comigo. E ainda tem mais: colocaram meu coração do lado errado. Colocaram do lado de fora - pelo menos é onde ele fica na maior parte do tempo -, e aí, pra roubá-lo só basta um passo: sinceridade nos gestos. Mais nada. Chegou e acariciou meu coração? Pronto, já ganhou um lugar dentro dele. 


Sou fácil... É só chegar com palavras carinhosas e sóis disfarçados de sorrisos




1 de fevereiro de 2010

Ao avesso



            Eu só queria mais cor, mais amor, mais sentimento e mais vida em tudo. Mais sinceridade nos olhos e nas palavras. Mais sorrisos. Talvez mais tempo. Tempo pra pensar, pra resolver, pra decidir. Eu queria poder voltar no tempo só pra dizer um 'eu te amo' que esqueci ou pra retirar um pedaço de música que cantei quando não devia. Eu queria saber controlar os sentimentos, para que eles não saíssem de mim sem minha permissão. Queria saber medir palavras para não iludir nem machucar. Queria que as pessoas soubessem medir suas palavras também. Eu queria que as pessoas pudessem abrir seus olhos para ver o que nos rodeia... Se for para não ver nada, que fique logo de olhos fechados, porque dá no mesmo. Eu queria que todo mundo tivesse a coragem de dizer, mesmo que tropeçando nas palavras, o que sentem.


            Eu queria não ter sido feita ao contrário, para não ter o coração do lado de fora.