23 de abril de 2013

7 vezes pra dar sorte

arianos arianos arianos arianos arianos arianos arianos 
eterna relação
de amor e ódio
entrega e medo
fogo e calma:
carma

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15 de abril de 2013

Inexplicável


Batida imprevista e indizível de um coração com o outro
ou dessas coisas violentas dentro da gente:
solavanco da alma 
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8 de abril de 2013

Dos amores e verbos


Embrutecer-se,
tecer corpo, alma e coração juntos
Brotar em si o bruto,
construir paredes, 
fortaleza corporal e interna
Esquecer das flores, do céu, do mar
Enxergar cinza e alto,
como os prédios da cidade
Deixar ir as coisas passadas
e amar apenas o que restar,
ainda que nos poços mais fundos de nós mesmos
- e falhos, como tudo que é humano
Embrutecer como quem escolhe esse caminho
não porque quer,
mas porque precisou
e teve que catar a coragem
(aquele milésimo de segundo de coragem)
para seguir de pé firme com a decisão
Ir-se embora 
e se endurecer de si mesmo,
invenção como que num piscar de olhos, 
como que na contradição do tempo: 
demora-se tanto e pouco, ponteiros param e correm
do mesmo jeito que o amor nos fere
e aos trancos,
embrutece 


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17 de março de 2013

ciclos


Surge,
fura,
entra.

Faz moradia,
constrói o lar.

Dá-te um travesseiro,
te cobre com o lençol dele.
Diz umas palavras bonitas pra gente gravar na memória
e doer depois. 

Dorme,
acorda,
ama.
Come,
vê tv,
ama mais e outra vez.

É casa, é morada
Mora-se no sentimento,
naquilo que foi projetado.

Fura de novo
e entra mais
mais
mais
mais
ais
ai
e
sai.
Vai.

Fica
o que foi projetado
o que foi lar
o que foi lençol
o que foi junto
o que foi palavra

Fica
o que virou buraco,
quando só existe a falta

Fica
o que foi amor
.
.
.

Surge,
fura,
entra.

Acolhe,
acrescenta,
mora.

Estraga,
bagunça,
dói.

Vai embora.

- e a gente espera a hora
em que vai começar tudo outra vez

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12 de março de 2013